quarta-feira, 30 de julho de 2025

bolhas

eu tô numa bolha tão confortável que as vezes eu esqueço que de fato existe pessoas ruins no mundo e MUITO preconceito. quando eu penso nisso eu tenho real vontade de morrer só pra não viver no mesmo mundo que essas pessoas.


e mesmo com tudo isso… o meu sonho ainda é amar e ser amado. e eu não sei explicar por quê eu romantizo tanto um namoro. tipo… é tão…. sei la! bobo? eu mesmo digo “nossa que sonho pequeno” e realmente é pequeno, mas imagina você namorar e ser aceito pelos pais, de poder fazer as coisas mais minúsculas sem ser julgado por ser LGBT (e sim eu já escrevi sobre isso…)


isso devia ser o mínimo. mas pra gente, às vezes parece inalcançável.


é muito assustador pensar que tem pessoas que sofrem só por existirem. dentro de casa. na rua. no trabalho. em todo lugar.


gente ruim sempre vai ter. e isso me assusta mais do que eu gostaria. mas… acho que um dia as coisas podem melhorar. talvez não. talvez sim. quem sabe.

quarta-feira, 16 de julho de 2025

valor

passaram algumas semanas e o lance do amor próprio começou a fazer sentido pra mim, graças a uma longa reflexão que tive assistindo steven universo (sim, eu chorei horrores…). ainda não faz total sentido, mas algumas coisas começaram a se encaixar. e eu odeio admitir isso, mas eu tava errado sobre esse assunto.


o lance de saber valorizar suas próprias ações, sua companhia, de gostar de fato de ser você… faz toda a diferença. ainda não sou mestre nisso, claro. mas vou dominar. um dia.


há as pessoas ruins. e há as que não são ruins, só têm muitos problemas. ambas podem te usar e te machucar. mas quando você entende que sua presença tem valor, muda tudo. ser quem você gostaria de estar perto. é isso.


desde o que aconteceu pra cá, fiquei pensando em várias coisas. o que eu espero do futuro, de mim mesmo. o que devo ou não tolerar. quem quero ou não por perto.


uma chance é pouco. duas é demais. três já é exagero. não que as pessoas não possam mudar… mas ser feito de bobo três vezes pela mesma pessoa me parece insistir na burrice.


its ok. é minha vez vivendo também.


fim!

terça-feira, 15 de julho de 2025

re:evo - final hipotético

no topo do obelisco da tek, o céu artificial simulava um pôr do sol em tons quentes e irreais. a plataforma do transportador já estava ativa.
era a hora.
elas iam embora.
iriam escapar da arka.

sem muito tempo pra pensar, os alarmes soam.
as luzes vermelhas giram. o campo do transportador se apaga.
vampiresca congela. não parece surpresa…
mas também não queria estar certa.

vampiresca:
como eles- ?! .... não.
não.
foi… você?

tereza:
eu…
eu não consegui.
tinha medo.
de perder tudo.
de me perder.

vampiresca dá um passo pra trás. o rosto desaba

vampiresca:
logo agora?
quando a gente ia sair?
você me deixou chegar até aqui…
me fez acreditar…

tereza:
eu tentei, tá?
tentei entender seu mundo.
tentei… ser como você.

vampiresca:
não precisava ser como eu.
só precisava não me trair.

tereza:
eu achei que tava te protegendo…

vampiresca:
protegendo?
você me vendeu.
você avisou a tek.
me entregou como se eu fosse um erro na sua vida.
eu só…
eu só vim até aqui porque acreditei que a gente podia ser algo.
e no fim
você só me usou pra fugir de você mesma.

ela tenta conter as lágrimas, mas elas escapam.

vampiresca:
e sabe o que dói mais?
é que por um momento
eu confiei.
de verdade.
eu acreditei que você era diferente.

tereza:
eu me importo, vampiresca.
sempre me importei.

vampiresca:
não se importa.
se importasse, estaria aqui do meu lado agora.
não do lado deles.
você escolheu sua zona de conforto.
sua função.
suas relações.
e isso, tereza…
não é amor.

tereza abaixa a cabeça, como se não tivesse mais argumento.

vampiresca:
você viu tudo.
tudo o que eles fazem.
e ainda assim…
ficou parada.
isso também é escolha.

tereza:
eu sou… feita disso.
da tek.
sou parte deles.

vampiresca:
eu sei.
e é por isso que você nunca vai me entender.
você nunca me entendeu.
você só me desejava.
mas amar?
amar exige coragem.
e você nunca teve.

tereza:
então é isso?

vampiresca:
é.
a gente teve algo bonito, talvez.
por um tempo.
mas agora, isso aqui é só mais uma cela.
e eu não vou morrer presa de novo.
não por você.

tereza:
eu sinto muito.

vampiresca:
eu também.
por confiar em você.
por achar que você podia me amar de verdade.
amar alguém que te machuca…
deixa cicatriz na alma.
você não vai se lembrar.
mas eu vou.
pra sempre.

tereza:
me perdoa?

vampiresca:
eu te perdoo.
mas isso não muda nada.
porque mudar por alguém é amor.
e você nunca me escolheu.
não de verdade.

ela respira fundo. os olhos ardem.
ela caminha até a borda da torre. o vento sopra forte.
ela vira o rosto pra trás, uma última vez.

vampiresca:
adeus, tereza.

ela salta.

mas não cai.

o sistema da tek rejeita sua presença.
a barreira anti-fuga se ativa, desintegrando vampiresca quase instantaneamente.
sem sangue.
sem corpo.
sem chance.

o mundo segue.
mas não o mesmo.



“não é todo amor que vale a dor.

e às vezes, sobreviver é escolher a si mesmo.”

— vampiresca, última humana livre


fim de semestre e fadiga

eu absolutamente detesto o fim de semestre. fica tudo tão estressante e geralmente são os dias em que minha energia tá laaaa embaixo. mas en...