tenho pensado muito ultimamente sobre como me apresento para o mundo. talvez esse ano seja o momento de um reset total—uma nova perspectiva, quem sabe até uma nova persona? não tô falando de fingir, mas de... refinar.
nas últimas duas escolas que estudei, eu não ligava muito para o que as pessoas pensavam de mim. eu só estava sendo “autêntico”. mas será que valeu a pena? sei lá. as pessoas me conheciam, claro, mas não da melhor forma. sempre fui “aquele garoto estranho, frágil, deprimido” e, sinceramente? isso é uma droga. todo mundo fala, “seja você mesmo,” tipo, tá bom?? tô tentando, calma aí.
mas a questão é: ser “eu mesmo” não tem dado muito certo. então e se eu tentasse algo diferente? não algo falso, só... estratégico. ser legal com todo mundo, fingir que me importo com os interesses deles, manter as conversas rolando—essas são coisas que as pessoas gostam. faz com que elas queiram estar perto de você.
é meio que um jogo. você mantém a civilidade com quem não gosta e valoriza quem realmente importa. mas aí eu penso no meu ex-melhor amigo. ele era tão “legal” com todo mundo, até com os meus piores inimigos. e onde isso me deixou? em lugar nenhum. ele não estava lá pra mim quando eu precisava.
a questão é que eu não quero acabar como ele, sendo uma dessas pessoas falsas que são “amigas” de todo mundo, mas não se importam de verdade com ninguém.
então talvez essa coisa de “reinvenção” não seja sobre ser falso ou se esforçar demais para agradar os outros. talvez seja sobre equilíbrio. ser gentil, mas ter limites. deixar as pessoas se aproximarem, mas não demais. ser amigo de todo mundo? não. ser amigo das pessoas certas? é isso.
porque, é, quem é amigo de todo mundo não é amigo de ninguém. papo reto.
fim.
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